Projectos

Em curso

LIMUS – Transferencia Tecnológica para el Libre Acceso a Museos y Espacios Arqueológicos en Extremadura y Alentejo Basado en Dispositivos Móviles

O projecto LIMUS, apoiado pela União Europeia através do
cofinanciamento pelo FEDER no âmbito do programa POCTEP 2014-2020, tem
como objectivo principal utilizar tecnologia baseada em aplicações
móveis para fornecer mais informação aos visitantes de museus e
espaços arqueológicos do Alentejo e Extremadura. É também objectivo do
projecto promover o turismo cultural transfronteiriço nas regiões do
Alentejo e Extremadura e criar modelos de boas práticas na informação,
comunicação e transferência da tecnologia aos cidadãos.


Investigadores responsáveis:
Susana Goméz Martínez

Website

Arquitetura e paisagem no Mediterrâneo Ocidental: estudo integrado das áreas de montanha do Alto Atlas e do Rif

Este projeto inscreve-se numa linha de investigação mais abrangente sobre a arquitetura tradicional e a paisagem rural do Mediterrâneo Ocidental, considerando o estudo dos aglomerados de montanha a várias escalas, desde a construção da paisagem à organização do espaço doméstico. Em termos metodológicos, procura-se compatibilizar a prospeção alargada a toda a região montanhosa (diatopia) com o estudo aprofundado de um aglomerado específico (diacronia).

Instituição de Acolhimento: Université Cadi Ayyad, Marrakech. Faculté des Lettres et Sciences Humaines. Laboratoire Les Montagnes Atlasiques - Territoires, Développement et Durabilité (LERMA-TDD).

Financiamento: FCT - Bolsa de licença sabática (SFRH/BSAB/114311/2016).


Investigadores responsáveis:
Miguel Reimão Costa
Desidério Luís Sares Batista

Arqueologia das Cidades de Beja

Arqueologia das Cidades de Beja é um projecto onde a cidade se encontra com a sua construção. É um projecto de arqueologia urbana que visa a salvaguarda do património e a produção de conhecimento.
Privilegiando uma abordagem que visa o encontro do conhecimento do passado com a cidade actual e a conjugação de ambos numa perspectiva de participação e desenvolvimento da comunidade, é um projecto que enquadra as suas lógicas de actuação nas Historic Urban Landscapes. Assume como observação fundamental a dinâmica de interacção entre os habitantes da cidade e o espaço urbano e, nessa medida, os processos de recriação e reciclagem do espaço muito para além das intervenções veiculadas por ideologias de poderes.


Investigadores responsáveis:
Maria da Conceição Lopes

Website

Balsa – Searching the origins of Ancient Algarve (BALSA)

Depois de extensos trabalhos de prospeção geofísica terem revelado que a cidade romana de Balsa ainda preservava um importante registo arqueológico, o polo da UAlg do CEAACP, em colaboração com a Direção Regional de Cultura e com o Centro de Ciência Viva de Tavira lançaram um projecto de investigação de uma das cidades romanas mais emblemáticas, mas também mais desconhecidas do sul do País.

Financiamento: Algarve 2020


Investigadores responsáveis:
João Pedro Pereira da Costa Bernardes
Cristina Teté Garcia

Website

Banhos islâmicos de Loulé

O Projecto de Musealização dos Banhos Islâmicos de Loulé, localizados na denominada “Casa das Bicas”, tem como principal objectivo a musealização do espaço de modo a converter-se num pólo do Museu Municipal de Loulé.

Data de início e fim: 1/9/2016 a 1/3/2019.

Financiamento: Câmara Municipal de Loulé


Investigadores responsáveis:
Cláudio Torres

CIGA – Grupo de estudo Cerâmica Islâmica do Gharb al-Andalus

O grupo CIGA foi criado em 2007 com o objectivo de elaborar estudos de síntese sobre a cerâmica dos territórios mais ocidentais de al-Andalus. Pretendemos entender dinâmicas regionais na produção, distribuição, consumo e uso da cerâmica, e a sua evolução ao longo do período islâmico utilizando, preferentemente, dados já publicados. Outras áreas de interesse em que já trabalhamos são a funcionalidade dos objectos, a simbologia da sua ornamentação e as tecnologias de produção e a sua origem, tema que estudamos em parceria com o Instituto Hércules da Universidade de Évora.

Email: ciga.portugal@gmail.com


Investigadores responsáveis:
Susana Goméz Martínez

Projecto a Margem

Dedicado ao tema O Centro Como Margem, o primeiro dos Colóquios Internacionais À MARGEM funcionou como uma primeira plataforma de discussão, pluriepocal e transdisciplinar, da relação entre centro e margem, a partir da perspectiva ampla e privilegiada do fenómeno artístico e das suas múltiplas valências. Colocando em contacto disciplinas como a História da Arte, a Filosofia, a Literatura, a Arquitectura e o Design, desde a época medieval até à contemporaneidade, potenciou as sinergias necessárias à concretização de uma publicação internacional, intitulada The Centre as Margin. Eccentric Perspectives on Art (Vernon Press).


Investigadores responsáveis:
Maria de Lurdes Craveiro
Carla Alexandra Gonçalves
Joana Filipa Fonseca Antunes

Publicações

Boca do Rio: Um sítio pesqueiro entre dois mares.

Nas margens da antiga laguna e paleoestuário da Boca do Rio a investigação arqueológica detectou uma intensa ocupação pesqueira e salineira ao longo de mais de dois mil anos, com localizações que alternaram entre a praia e as terras interiores, e onde é possível observar a evolução dos instrumentos e das artes de pesca. Em paralelo, as suas características naturais permitem excelentes condições para a observação da geodinâmica costeira e respectivos efeitos sobre as comunidades litorais ali instaladas. Acresce ainda que, na região envolvente, os geo-indicadores de antigos cataclismos costeiros e suas consequências estão muito bem conservados. A investigação geo-sedimentológica tem, aliás, demonstrado a frequente invasão do paleoestuário por eventos marinhos de alta energia, como o tsunami de 1755, cujo impacto e força destruidora é possível medir.
Posto isto, o projecto FISGA pretende, mediante um trabalho transdisciplinar na região de Sagres, esclarecer a milenar convivência das populações pesqueiras do extremo sudoeste peninsular com as dinâmicas geo-costeiras e com as comunidades de mareantes em trânsito.
Projecto financiado pelas Universidades do Algarve e Marburg, Município de Vila do Bispo e Associação Arqueológica do Algarve.


Investigadores responsáveis:
João Pedro Pereira da Costa Bernardes
Félix Teichner | Philipps University of Marburg

Publicações

Reabordar o Castelo Velho de Freixo de Numão (VN de Foz Côa) no contexto da Pré-história Recente de Trás-os-Montes e Alto Douro

O sítio de Castelo Velho de Freixo de Numão (V.N. de Foz Côa) foi objeto de escavações arqueológicas entre 1989 e 2007, ano em que, uma vez musealizado, foi aberto ao público. Castelo Velho é um recinto murado ocupado durante o 3.º e 2.º milénio AC, com esparsas reocupações históricas. Nos últimos dois anos, o arquivo resultante das escavações anteriormente mencionadas foi reavaliado no sentido de se repensar a periodização do sítio, no contexto de um novo olhar sobre a Pré-história Recente de Trás-os-Montes e Alto Douro. Tal reavaliação encontra-se parcialmente plasmada num volume monográfico da revista DigtAR a ser publicado no final de 2018. Neste volume, para além da equipa, participam também especialistas de diferentes áreas.


Investigadores responsáveis:
Susana Maria Soares Rodrigues Lopes

Equipa:
Sérgio Gomes
João Muralha
Maria de Lurdes Cunha de Oliveira
Lídia Maria Gonçalves Baptista
Joana Isabel Alves Ferreira

CEAACP-Troia Summer School

A CEAACP-Troia Summer School é um programa de arqueologia de campo que oferece aos estudantes a oportunidade de participarem num projecto de escavação arqueológica no maior centro de produção de salgas de peixe conhecido no território do antigo Império Romano, um aglomerado urbano-industrial hoje designado por Ruínas Romanas de Tróia, Monumento Nacional desde 1910 e na Lista Indicativa de Portugal do Património Mundial. O programa inclui lavagem de materiais, aulas, workshops e visitas de estudo.
O programa teve quatro edições com a duração de quatro semanas, nos meses de Junho de 2014 a 2017, com alunos de quatro continentes (Europa, América, Ásia e Austrália). Em 2018, houve dois programas de duas semanas com estudantes e adultos da associação AFAR (American Foreign Academic Research).
Em 2019 terá lugar um programa de duas semanas, de 16 a 30 de Junho, com estudantes do ensino secundário da AFAR, mas aceitam-se inscrições de outras pessoas que se queiram integrar no grupo (arqueologia@troiaresort.pt)


Investigadores responsáveis:
Inês Vaz Pinto

STORM H2020 – DRS11 – 700191

As Ruínas Romanas de Tróia são um dos cinco sítios-piloto do Projecto STORM - Safeguarding Cultural Heritage through Technical and Organisational Resources Management. Este projecto tem o propósito de desenvolver uma abordagem integrada para uma melhor gestão dos riscos inerentes ao património cultural através da criação de ferramentas e instrumentos desenhados para ajudar à tomada de decisões em momentos de crise ou de catástrofes naturais, durante as distintas fases de prevenção/mitigação, preparação, resposta e recuperação. O objectivo último é a maior resiliência do património cultural face aos desastres provocados pelas mudanças climáticas.


Investigadores responsáveis:
Inês Vaz Pinto

Website

MERTOLATER – Mértola e o seu território: Povoamento e Cultura Material

O projecto persegue o estudo global de Mértola e o seu território numa perspectiva diacrónica e abrangente que permita compreender as dinâmicas locais de povoamento e evolução histórica das suas populações no contexto das diferentes esferas de relações locais, regionais e supra-regionais com especial incidência nas ligações de Mértola com o Mediterrâneo. Este ambicioso quadro de intenções materializa-se num conjunto de objectivos e linhas de investigação específicos, embora também abrangentes:
1. Estudo de Mértola e o seu território.
2. Estudo do urbanismo de Mértola e dos seus espaços habitacionais.
3. Estudo da população de Mértola ao longo dos séculos: práticas e rituais funerários, perfil biológico, patologias, dieta e hábitos alimentares das populações de Mértola.
4. Estudo do Porto do Mértola e as relações da vila com o rio Guadiana.
5. Estudo e valorização do complexo religioso de Mértola na Antiguidade Tardia.
6. Comércio, produção, distribuição e consumo na vila portuária de Mértola

Data de início e fim: 1/1/2016 a 31/12/2019.


Investigadores responsáveis:
Cláudio Torres

Equipa:
Susana Goméz Martínez
Santiago Macias
Virgílio António Martins Lopes
Maria de Fátima Palma

ArqueoDouro II-Dos Sítios e das Paisagens

Este projeto corresponde a uma nova etapa do estudo do recinto murado da Pré-história Recente de Castanheiro do Vento. O seu estudo foi iniciado em 1998, em articulação com o trabalho desenvolvido nos sítios pré-históricos de murado de Castelo Velho de Freixo de Numão e o Prazo. No seu conjunto, estas três estações permitiram começar a esboçar uma sequência regional que contribuiu para o conhecimento da dinâmica de ocupação do espaço desta zona do Alto Douro entre o Epipaleolítico e a Idade do Bronze.

Passado 19 anos do início dos trabalhos, Castanheiro do Vento continua a ser uma estação que encerra um elevado potencial científico para a compreensão do papel destes recintos no âmbito das dinâmicas sociais, económicas e identitárias da Pré-história europeia.

A par da relevância científica, Castanheiro do Vento constituiu-se também um importante recurso patrimonial regional. As escavações acolheram pontualmente residências artísticas, que documentaram o processo de trabalho e contribuíram para inserção dos vestígios arqueológicos em discursos paralelos à lógica científica e de gestão patrimonial que conforma este projeto.


Investigadores responsáveis:
João Muralha

Equipa:
Sérgio Gomes
Ana Vale | CITCEM
Vítor Oliveira Jorge | IHC

Da Civitas Igaeditanorum à Egitânia. A construção e evolução da cidade e a definição dos seus territórios da época romana até à doação dos Templários (séculos I a XII). IGAEDIS

Projeto de Investigação Plurianual Aprovado pela Direção Geral do Património Cultural (2016-2019). Projeto enquadrado por um protocolo celebrado entre o Município de Idanha-a-Nova, a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Idanha-a-Velha, integra as Aldeias Históricas e está classificada como Monumento Nacional (1997). É um dos mais relevantes sítios arqueológicos portugueses. Idanha conheceu grande desenvolvimento em época romana e suevo-visigoda (cidade capital de civitas romana e sede de bispado suevo-visigodo), mantendo essa importância até deixar de ser capital de bispado no século XII, quando foi importante centro templário. O projeto aprovado visa estudar de forma integrada da cidade antiga e do seu território na longa duração. Implica trabalhos de campo, nomeadamente escavações arqueológicas, mas também contempla uma dimensão de valorização patrimonial e de divulgação social do conhecimento.


Investigadores responsáveis:
Pedro Jorge Cardoso de Carvalho
Catarina Tente | IEM

Muçulmanos e Cristãos em Cacela Medieval: território e identidades em mudança

Desenvolvido em parceria com o Município de Vila Real de Santo António e Direção Regional de Cultura do Algarve, e com colaboração da Simon Fraser University do Canadá.
Tem como principal objetivo o estudo de Cacela-a-Velha medieval, em sequência dos trabalhos desenvolvidos entre 1997 e 2007. Visa consolidar a informação histórico-arqueológica já adquirida e obter novos dados que alarguem o conhecimento sobre o território onde a povoação de Cacela se estabeleceu, bem como sobre as comunidades humanas que o habitaram ao longo da Idade Média. Os trabalhos focam a transição entre a ocupação medieval islâmica e medieval cristã.
Congrega três planos de ação: escavações arqueológicas, prospeções arqueológicas, e análises multidisciplinares de dados e materiais arqueológicos. Tem também um objetivo formativo, cuja expressão mais imediata é um campo-escola direcionado para estudantes de arqueologia, bioarqueologia e património cultural.


Investigadores responsáveis:
Maria João Valente
Cristina Teté Garcia

Equipa:
Hugo Cardoso | Simon Frasier University
Anne-France Maurer | Laboratório Hercules

Estudo do património histórico-arqueológico de Vouzela

Este projeto é uma parceria entre a Câmara Municipal de Vouzela e as universidades Nova de Lisboa e do Algarve. O objetivo principal é a realização de estudos arqueológicos conducentes à elaboração subsequente de um programa de valorização do património histórico-arqueológico concelhio. No sentido deste objetivo, o projeto encontra-se estruturado em quatro eixos de investigação fundamentais — levantamento toponímico e documental, prospeção arqueológica, estudo de materiais de escavações antigas, e escavação de sítios selecionados para o efeito — que produzirão os conhecimentos científicos necessários. Assim, reuniu-se uma equipa de investigação e de consultores cujas competências técnico-científicas permitirão abordar o património arqueológico concelhio desde a Pré-História à Idade Média. Como resultado final, obter-se-ão não apenas as bases programáticas do referido projeto de valorização (que se constitui, portanto, como o seu maior output), mas também um inventário detalhado do património de Vouzela, permitindo a atualização e aprofundamento da carta arqueológica já existente com dados inéditos e outros que se encontram por ora dispersos


Investigadores responsáveis:
Manuel Luís Real | Citcem
António Faustino de Carvalho
Catarina Tente | IEM

As populações neolíticas do Algar do Bom Santo (Alenquer, Lisboa) e o seu território

Um projeto prévio sobre esta gruta-necrópole permitiu construir um primeiro modelo interpretativo sobre a bioantropologia e paleogenética dos indivíduos que a usaram durante o Neolítico médio, as suas práticas funerárias, organização social e estratégias de exploração do meio. Este modelo veio sublinhar aspetos ainda insuficientemente documentados para este período, entre os quais se salienta a relação destas populações estremenhas com o aparecimento do “fenómeno megalítico” no Alto Alentejo. Comparações bioantropológicas, paleogenéticas e paleoisotópicas — enquadradas, obviamente, por análises da variação estilística, formal/funcional e de matérias-primas das respetivas culturas materiais — entre diversas populações neolíticas de ambas as regiões têm permitido aferir aquele modelo e lançar as bases para uma reinterpretação das origens do fenómeno megalítico no sul português. Para este efeito, englobam-se neste projeto, a par do Algar do Bom Santo, outras grutas-necrópole estremenhas e monumentos megalíticos da região de Mora/Pavia que providenciam a base empírica do mesmo.


Investigadores responsáveis:
António Faustino de Carvalho

Estudo e valorização do hipogeu campaniforme do Convento do Carmo (Torres Novas)

A descoberta de um hipogeu campaniforme durante o acompanhamento das obras de recuperação do edifício do Convento do Carmo (Torres Novas), desencadeou trabalhos de escavação sistemática entre agosto de 2014 e janeiro de 2015. Apesar de muito afetado pela construção de sucessivos edifícios de época histórica, este hipogeu (formado por uma única galeria com pilar central) continha elementos muito relevantes para o estudo das populações campaniformes. A análise osteológica dos restos humanos indicou um número mínimo de quinze indivíduos. As práticas funerárias terão envolvido deposições primárias seguidas da criação de ossários. As oferendas incluem cerâmica lisa e campaniforme, objetos em metal, botões em osso e marfim, e contas de colar. O projeto de investigação, financiado pela Câmara Municipal de Torres Novas, inclui um conjunto alargado de estudos e análises laboratoriais (reconstituição paleoambiental, análise composicional e proveniência de matérias-primas, estudo antropológico, multi-isotópico e paleogenético da população inumada, restauro e conservação de materiais, etc.). Foi inaugurada uma exposição temática sobre o sítio no próprio edifício em julho de 2017 e a publicação da correspondente monografia prevê-se para 2019.


Investigadores responsáveis:
António Faustino de Carvalho

Megalitismo Funerário Alentejano III

O Projeto MFA III visa estudar os monumentos megalíticos alentejanos, numa perspetiva integrada. Em termos gerais, procura-se compreender todas as componentes da morte destas primeiras sociedades camponesas, que passa, necessariamente, pela compreensão do mundo dos vivos, que os construíram. Assim, este projetos prevê intervenções em monumentos megalíticos funerários mas, também, em monumentos megalíticos não funerários, em povoados e no estudo das manifestações artísticas associadas.
Este projeto é financiado pelas autarquias onde se realizam os trabalhos, nomeadamente a Câmara Municipal de Arraiolos e a Câmara Municipal de Mora.


Investigadores responsáveis:
Leonor Rocha

Levantamento arqueológico e arquitetónico do concelho de Monforte

O Projeto LEVAM II tem por objetivo principal o levantamento patrimonial do concelho para contempla, também, a intervenção em alguns sítios considerados em risco de destruição, ou com interesse turístico para a autarquia. Assim, no decurso dos últimos anos tem-se vindo a proceder à relocalização de sítios e à realização de novas prospeções arqueológicas com vista à identificação de sítios de todas as cronologias e tipologias.
Realizaram-se já intervenções arqueológicas em alguns monumentos megalíticos funerários e trabalhos de levantamento de arte rupestre.
Este projeto é integralmente financiado pela Câmara Municipal de Monforte.


Investigadores responsáveis:
Leonor Rocha
Paula Morgado | CHAIA

Arte, Arquitectura e Identidade Social no Neolítico. A Arte Megalítica no Norte de Portugal no contexto das grandes tradições artísticas de arte rupestre europeias: estudo, registo, conservação.

A Beira Alta guarda a maior concentração de pintura em monumentos megalíticos do mundo, figurando nela testemunhos únicos na Pré-história europeia. Porém, estas delicadas manifestações foram sendo paulatinamente expostas aos elementos e, na actualidade vislumbra-se um cenário dramático relativamente ao seu estado de conservação.
Com esta investigação pretende-se dotar de visibilidade um dos temas clássicos da Arqueologia Pré-histórica portuguesa, apostando na sua divulgação no seio da comunidade científica, comunidades locais e público em geral.
O projecto tem como objectivos a actualização do corpus da Arte Megalítica do norte-centro de Portugal, mediante a revisão e documentação da pintura/gravura parietal recorrendo a novas técnicas de registo e diagnóstico do seu estado de conservação. Pretende-se ainda repensar os contextos socio-culturais, técnicos e simbólicos da arte megalítica e o seu enquadramento no devir das grandes tradições artísticas pré-históricas.


Investigadores responsáveis:
Lara Bacelar Alves

João de Ruão. A escultura do Renascimento entre Portugal e a Europa

João de Ruão, um dos principais escultores do Renascimento português, mobiliza um conjunto de áreas científicas em torno da escultura e da arquitetura que chamam cada vez mais a atenção dos países diretamente envolvidos como Portugal, França, Espanha e Itália. Um primeiro Colóquio Internacional, A Europa (quase) toda em Coimbra. Regra e hibridismo na produção escultórica de João de Ruão (Coimbra, 2018), terá uma segunda edição na cidade normanda de Rouen, com a Jornada intitulada, Jehan de Rouen, architecte et sculpteur européen à la Renaissance (Junho, 2019). A partir daqui está aberto o caminho para a consolidação internacional de um grande projeto de investigação e de cooperação científica entre vários países europeus, liderado pelo CEAACP.


Investigadores responsáveis:
Maria de Lurdes Craveiro

Terminados

Projecto de estudo e valorização do complexo religioso de Mértola

A relevância da descoberta arqueológica de um importante complexo religioso na plataforma norte do castelo de Mértola obrigou a compreender a dinâmica espacial do conjunto e ao prolongamento das escavações arqueológicas. Tratou-se de conhecer a organização dos espaços e das transformações religiosas ocorridas durante a Antiguidade Tardia nesta importante cidade comercial. Por outro lado, esta nova descoberta levantou a novas questões em termos da interpretação historiográfica referente ao processo de cristianização que ocorreu nesta zona da Península Ibérica.

Data de início e fim: 1/1/2014 a 1/1/2016.

Financiamento: Fundação Calouste Gulbenkian


Investigadores responsáveis:
Virgílio António Martins Lopes

Da capital dos Zoelas a Brigantia

O sítio da Torre Velha, em Castro de Avelãs (Bragança), é seguramente um dos mais referenciados (se não é mesmo o mais referenciado) na bibliografia arqueológica do nordeste transmontano. Este destaque resulta do facto de a Torre Velha ser habitualmente identificada como capital dos Zoelas/ Zoelae, e sede, em época suévia, do pagus Brigantia, mencionado no Parochiale Suevum. Os trabalhos de campo (8 meses) e de laboratório levados a cabo permitiram colher um conjunto de resultados que têm sido publicados (ou submetidos e aceites) em revistas da especialidade (5 títulos até ao momento). Prevê-se para 2018 a publicação final e global dos resultados deste projeto. Este Projeto, para além do apoio logístico do Município de Bragança (alojamento, alimentação e transporte das esquipas de escavação), foi contemplado em 2014 com um prémio da Fundação Calouste Gulbenkian no “Concurso para Apoio a Projetos na Área da Arqueologia” (subsídio que possibilitou a continuidade dos trabalhos em 2015-16, prosseguindo assim a investigação num dos lugares mais citados na bibliografia arqueológica sobre Trás-os-Montes).


Investigadores responsáveis:
Pedro Jorge Cardoso de Carvalho

ART-FACTS. Uma investigação sobre os contextos arqueológicos da Arte Esquemática no vale do Côa

O projecto ‘Art-facts’ teve como objectivo estimular o debate em torno da relação entre arte, arquitecturas e paisagem, partindo da leitura das diversas realidades segundo três escalas de análise dialéticas – a superfície da rocha; a arquitectura do lugar; o diálogo com a paisagem – à qual se aliava o entendimento, percepção e experiência física do espaço e dos materiais. O projecto contemplou 4 casos de estudo no vale do Côa: o abrigo da Ribeirinha; Colmeal; Poço Torto; Lapas Cabreiras. Esta selecção dos sítios alicerçou-se na possibilidade de contrastar a ocorrência de um conjunto de Arte Esquemática pintada caracterizado pela diversidade em termos iconográficos e implantação em ambientes geológicos e topográficos distintos. A investigação pressupôs a realização de campanhas de prospecção sistemática, levantamento da pintura rupestre e escavação arqueológica.
Apoios: Fundação Côa Parque; Associação Transumância e Natureza; Juntas de Freguesia locais
Data de inicio e fim: 2012-2016


Investigadores responsáveis:
Lara Bacelar Alves
João Muralha

Equipa:
Mário Reis
Bárbara Carvalho

“A Exploração dos Recursos Marinhos no Algarve durante a Época Romana”

Centrado nos sítios romanos da Boca do Rio, um centro piscícola e, sobretudo, no Martinhal, um centro oleiro que também transformou peixe. Constituem dois dos mais importantes e bem conservados sítios arqueológicos do Barlavento algarvio, mas igualmente dos mais ameaçados pelo recuo da linha de costa.

Financiado pela Caixa Geral de Depósitos (programa CERATONIA UALG/CGD).


Investigadores responsáveis:
João Pedro Pereira da Costa Bernardes

Mbanza Kongo, cidade a desenterrar para preservar

O projecto “Mbanza Kongo, cidade a desenterrar para preservar” surgiu com o principal objectivo de classificar a cidade angolana de Mbanza Kongo, antiga capital do reino do Kongo, a Património Mundial da Humanidade da UNESCO. Este projecto internacional, coordenado pelo Instituto Nacional de Património Cultural do Ministério da Cultura de Angola, contou com a presença de equipas de Angola, Portugal e Camarões.
A equipa do CEAACP participou em praticamente todas as vertentes deste longo processo de classificação, mas viria a destacar-se no trabalho arqueológico de campo e na produção de cartografia.


Investigadores responsáveis:
Maria da Conceição Lopes

Equipa:
Daniel Augusto Ribeiro Pinto
João do Nascimento Marques Barreira
André Tomé
Ricardo Daniel Figueiredo Cabral

As gravuras rupestres da Serra do Extremo no contexto da Arte Atlântica do Alto Minho” (Valença, Viana do Castelo)

Na prossecução dos contextos sociais e culturais de duas grandes tradições de arte pré-históricas europeias que convergem no norte de Portugal, este projecto pretendeu colmatar uma lacuna importante na investigação: a ausência de um grande conjunto de Arte Atlântica no limite sul da sua distribuição na Europa Ocidental desde as Ilhas Britânicas ao NW peninsular. A evidência estava confinada a ocorrências isoladas ou pequenos núcleos, o que impossibilitava o estudo dos sítios como elementos coreográficos que participaram na modelação das paisagens pré-históricas.
A investigação teve como objectivo a prospecção de uma unidade de relevo circunscrita, sobranceira ao vale do Minho, onde haviam sido identificadas e publicadas 4 rochas com gravuras rupestres no início da década de 1980. Este projecto resultou na descoberta de 136 rochas gravadas, revelando-se assim o maior acervo de Arte Atlântica em território português.
Para além de testar a validade de propostas sobre a implantação da arte na paisagem e a sua relação espacial com sítios arqueológicos, este projeto foi também concebido para avaliar o uso de técnicas de registo digital tridimensional de gravuras rupestres, nomeadamente a Structure from Motion ( SfM), e seu contributo para a discussão das propostas interpretativas desta tradição artística.
Data de inicio e fim: 2013-2017


Investigadores responsáveis:
Lara Bacelar Alves
Mário Reis